Guia da Bundesliga 2020/21 - Werder Bremen



A temporada 2020/21 da Bundesliga está prestes a começar. Por isso, a equipe do Fussball Brasil se reuniu para fazer um guia da temporada para você ficar por dentro das equipes que disputarão esta edição da primeira divisão do Campeonato Alemão. Aqui, falaremos sobre o Werder Bremen - clique para conferir o guia completo.

INFORMAÇÕES BÁSICAS

Participação: 57ª
Títulos do Campeonato Alemão: 4
Estádio: Wohninvest-Weserstadion (42,100)
Cidade: Bremen, Bremen
Apelido: Papagaios, Werderaner

COMO FOI A TEMPORADA 2019/20

Antes de falar de 2019/20, vale uma pequena contextualização ainda da temporada 2018/19. Na ocasião, o Bremen se caracterizou por demonstrar um desempenho consistente, com um futebol ofensivo que tinha como principal engrenagem Max Kruse jogando como falso 9. Tal desempenho deu a Florian Kohfeldt o prêmio de melhor técnico em eleição feita pelos próprios treinadores da Bundesliga. O problema era que o resultado não correspondia ao desempenho e a campanha não passou de um time de meio de tabela.

Na temporada passada, o desempenho despencou junto com os resultados. Com a saída de Kruse, a sensação era de que a equipe dependia muito do brilho de Rashica, único jogador com destaque no ataque dos Werderaner. Para piorar, as frequentes lesões de jogadores-chave diminuíram, ainda mais, as possibilidades de Kohfeldt formar um time competitivo. Augustinsson, Möhwald e Füllkrug são só alguns exemplos de atletas que não estavam à disposição por boa parte da temporada. Diante de todo esse cenário, Kohfeldt não conseguiu achar alternativas táticas ou técnicas, vendo, assim, a defesa desmoronar e o ataque ser inofensivo diante da maioria dos adversários. No final, os Papagaios podem até se considerar sortudos de escapar de um rebaixamento nos playoffs em duas partidas bem equilibradas contra o Heidenheim.

O QUE ESPERAR DA TEMPORADA 2020/21

A torcida chegou até a colocar esperança na volta de Kruse, mas o ídolo acabou acertando com o Union Berlin. Mesmo assim, não é exagero dizer que se olhar o elenco, é possível ao Bremen até mesmo brigar por Liga Europa. Para isso, é preciso, em primeiro lugar, que recupere a autoconfiança que já existiu. Também é bom contar com um departamento médico menos numeroso e que os principais jogadores estejam em forma. Porém, o mais importante, é que atletas que estiveram abaixo da média na última temporada, tenham um desempenho individual melhor: Klaasen, os gêmeos Eggenstein e Füllkrug - este último prejudicado por lesão – têm obrigação de ser um alento para Rashica não jogar sozinho.

Por outro lado, se repetir os problemas já citados da última temporada, o Bremen está condenado a uma segunda campanha muito ruim, o que atrapalha as ambições do clube para voltar a ter o protagonismo que já teve um dia dentro do cenário alemão.

QUEM CHEGOU E QUEM SAIU

Contratações: Felix Agu (20 anos/Osnabrück), Leonardo Bittencourt (26 anos/Hoffenheim), Tahith Chong (20 anos/Manchester United – empréstimo), Patrick Erras (25 anos/Nürnberg), Oscar Schönfelder (19 anos/Mainz) e Ömer Toprak (31 anos/Borussia Dortmund)

Promovidos: Christian Gross (31 anos/Werder Bremen II), Eduardo dos Santos Haesler (21 anos/Werder Bremen II) e Nick Woltemade (18 anos/Werder Bremen II)

Retornos: Romano Schmid (20 anos/Wolfsberger), Jean-Manuel Mbom (20 anos/KFC Uerdingen)

Saídas: John Yeboah (20 anos/Willem II) David Philipp (20 anos/ADO Den Hag) Nuri Sahin (31 anos/Antalyaspor), Fin Bartels (33 anos/Holstein Kiel), Felix Beijmo (22 anos/ Malmo), Benjamin Goller (21 anos/Karlsruher – empréstimo), Jan-Niklas Beste (21 anos/Jahn Regensburg – já estava emprestado), Sebastian Langkamp (32 anos/sem clube), Claudio Pizarro (41 anos/aposentou) e Philipp Bargfrede (31 anos, sem clube)

DESTAQUE (MILOT RASHICA)

Ainda não é certeza que o atacante kosovar permaneça para a próxima temporada. Mas, caso isso aconteça, ele é certamente o jogador responsável por fazer funcionar o ataque do Bremen e fazer os gols. Idealmente, atua pelo lado do campo, entrando em diagonal com velocidade, atacando o espaço. Caso necessário, pode atuar, também, centralizado. Além disso, é peça importante na fase defensiva, já que pressiona os zagueiros desde a saída de bola.



FIQUE DE OLHO (NICLAS FÜLLKRUG)

A sorte não esteve ao lado de Füllkrug em sua primeira temporada no retorno ao Bremen. Contundido por quase todo o tempo, foram apenas 8 jogos pela Bundesliga. Agora recuperado, Füllkrug pode ser o substituto para Kruse, que não existiu no ano anterior. Pode jogar com o falso 9 ou mesmo sendo referência no ataque, tem qualidade na finalização e força física para quando for acionado na ligação direta. Tem, também a vantagem de ser ambidestro.



COMO JOGA E TIME BASE

A prioridade de Kohfeldt deve ser ajeitar a vulnerável defesa da última temporada. Portanto, não é de se surpreender caso o time opte por jogar de maneira mais reativa em alguns jogos. Ainda assim, com o elenco que tem, propor o jogo pode e deve ser a tônica. A saída de bola pode ser feita através dos laterais com Selassie e Augustinsson. Erras, nova contratação vinda do Nürnberg também deve ser importante nas transições. Klaassen será importante na criatividade, enquanto Eggenstein tem um bom poder de infiltração. No ataque, Fullkrig deve jogar centralizado, vindo buscar jogo e buscando ativar a velocidade de Rashica pela esquerda e Osako pela direita, ambos entrando em diagonal.

É importante, também, ficar atento à bola parada defensiva, um dos pontos fracos do Werder Bremen na última temporada.  

4-1-2-3: Pavlenka; Selassie, Toprak, Moisander, Augustinsson; Erras; M. Eggestein, Klaassen; Osako, Füllkrug e Rashica.



PALPITES

Vitor Rawet (Chucrute FC): O mais otimista pode crer em uma briga pela Europa League, mas o mais razoável é apostar uma Bundesliga “menos emocionante” do que a anterior, com o Bremen navegando em águas tranquilas e ficando no meio da tabela. Uma 9ª posição está de bom tamanho.
Werder Bremen Brasil: Meio da tabela, entre 10º e 12º, de repente surpreendo e buscando vaga na Europa League

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