Revierderby: 5 clássicos históricos entre Borussia Dortmund e Schalke 04

Clássico entre Borussia Dortmund e Schalke em 2019, vencido pelos azuis-reais por 4-2, no Signal Iduna Park (Getty Images)

O derby entre Borussia Dortmund e Schalke 04 não é conhecido como mãe de todos os derbys por acaso. Separados por apenas 30 quilômetros, as origens de ambos os clubes estão interligadas a indústria. E acredite se quiser, quando fundados, um usava as cores do outro - o Schalke esbanjava o amarelo como uma de suas cores, enquanto o Dortmund usava azul e branco.


A primeira vez em que Schalke e Dortmund tiveram frente a frente foi há 95 anos, em maio de 1925. Os azuis-reais saíram com a vitória por 4-2 nesta ocasião. Já na última, foi o Borussia quem levou a melhor. Jogando no Signal Iduna Park vazio e dando a relargada para temporada 19/20, paralisada por conta do coronavírus, os aurinegros golearam os Mineiros por 4-0. 


Mesmo que as equipes vivam hoje momentos muito diferentes, o jogo deste sábado (24) tende a ser novamente um grande duelo. A bola rola às 13h30 de Brasília e o palco será, novamente, o Signal Iduna Park, com transmissão do OneFootball. Para aumentar a ansiedade, que tal relembrar cinco derbys históricos? Vamos lá! 


1940: SCHALKE 10-0 BORUSSIA DORTMUND


A maior goleada do derby pertence ao lado azul-real. Grande força do futebol alemão na época, o Schalke aplicou ao Dortmund a sua terceira maior derrota em toda a história - a maior até que o Bayern fizesse um 11-1 nos aurinegros em 1971 e o Gladbach fizesse 12-0 em 1978.


1969: BORUSSIA DORTMUND 1-1 SCHALKE


O placar não foi o que tornou este jogo histórico. Mas, sim, uma mordida de um cachorro da polícia em um jogador do Schalke. O Borussia recebeu o Schalke no Rote Erde, seu antigo estádio, para realização do derby e os azuis-reais saíram na frente com um gol de Hans Pirkner, ainda no primeiro tempo. Os torcedores do Schalke presentes então invadiram o campo. A polícia tentando retomar o controle, usou seus cães. O que eles não contavam era que um deles iria morder Pirkner, o autor do gol azul-real, e Gerd Neuser, também do S04.


Alguns anos após o episódio, Pirkner ao jornal Die Welt que ele ficou com uma cicatriz da mordida e teve que dormir de barriga para baixo por duas noites, mas notavelmente ele continuou e jogou os 90 minutos do empate por 1-1 - mas só depois de receber uma vacina antitetânica do médico da equipe. Ele também recebeu 500 marcos alemães e um buquê de flores como um pedido de desculpas de Dortmund.


No Revierderby seguinte, na casa do Schalke, o então presidente do Schalke, Günter Siebert, contratou leões do zoológico local para acompanhar os jogadores no início do jogo e ficar de guarda ao redor do campo. 


O momento exato em que Pirkner leva a mordida (Imago)

1997: BORUSSIA DORTMUND 2-2 SCHALKE 


Um gol do empate marcado nos últimos minutos é sempre emocionante. E já aconteceu diversas vezes no Revierderby, inclusive neste. Mas, e quando o gol é marcado por um goleiro? Pois é, foi o que aconteceu.


Sob olhares de 55 mil presentes no Westfalenstadion (nome original do Signal Iduna Park), o Dortmund vencia o jogo por 2-1, restando 10 minutos para o fim. O que o clube não esperava era tomar o empate, ainda mais com um gol vindo do goleiro azul-real, Jens Lehmann.


Após uma cobrança de escanteio de Olaf Thon, Thomas Linke tentou marcar, mas acabou finalizando errado. Só que, para sorte do S04, Lehmann estava exatamente onde a finalização de Linke foi e só precisou colocar a cabeça na bola, a colocando para dentro das redes e igualando o marcador. Este foi o primeiro gol de um goleiro na Bundesliga sem ser de bola parada. 


Lehmann comemora seu gol (Getty Images)

2007: BORUSSIA DORTMUND 2-0 SCHALKE


Dois anos após ter ficado à beira da falência, a situação do Dortmund ainda não era totalmente tranquila no que diz respeito às finanças e esportivamente o clube não atravessava seus melhores dias. O Schalke, por outro lado, tinha um dos melhores times da época e brigava fortemente pela Salva de Prata do campeonato.


Ocupando a nona colocação, o Dortmund chegou à penúltima rodada com um propósito: estragar a festa dos azuis-reais. Àquela altura, o Schalke liderava a Bundesliga com um ponto de vantagem para o segundo colocado, Stuttgart.


O palco do jogo foi o Westfalenstadion, estádio do Borussia, na época já chamado de Signal Iduna Park por conta da venda dos naming rights realizada em 2005 para aliviar a crise financeira. A partida começou com o Borussia Dortmund pressionando. Aos 30 segundos a primeira oportunidade foi gerada a partir de cruzamento para Frei, que finalizou para fora. Logo em seguida, os visitantes responderam com Asamoah e posteriormente com Bordon. Os azuis-reais ainda chegariam a ameaçar a baliza dos aurinegros antes de Alexander Frei abrir o placar para sua equipe aos 44 minutos após cruzamento de Metzelder. O Schalke chegou a finalizar à meta de Weidenfeller mais vezes na segunda etapa, mas nenhum dos remates balançou as redes. Smolarek fecharia o caixão dos Mineiros aos 85 minutos após sobra de bola em chute de Metzelder, travado pela defesa adversária.


O triunfo do Borussia Dortmund abriu caminho para que o Stuttgart assumisse a liderança da competição ao vencer seu confronto. Na rodada final o Schalke até conseguiu vencer seu jogo, mas dependia de um tropeço dos Suábios, o que não aconteceu. Sem muito o que festejar durante toda a temporada, restou à torcida aurinegra celebrar esta vitória sobre o rival como se fosse uma grande conquista. Afinal, impediu que fossem campeões do Campeonato Alemão após 49 anos de jejum.


Frei comemora seu gol (Imago)


2017: BORUSSIA DORTMUND 4-4 SCHALKE


Mais um empate heroico do Schalke 04, e de novo na casa do rival, mas dessa vez sem gol de goleiro (mas quem liga para isso?!). Vencendo por 4-0 aos 25 do primeiro tempo, nem mesmo o mais pessimista torcedor do BVB imaginaria que sua equipe sofreria um apagão e tomaria o empate (e talvez nem o mais otimista torcedor azul-real imaginaria que era possível) - tal como em 97, no apagar das luzes.


O herói da vez? o zagueiro Naldo, que ficará para sempre na memória do torcedor azul-real. E a narração, de Rogerio Vaughan, da ESPN Brasil, eternizada. Aliás, Vaughan tornou o momento ainda mais memorável para nós, brasileiros. 


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