Mario Gomez: “Para mim, Marco Reus é um dos 5 melhores jogadores do mundo quando está saudável”

Mario Gomez abriu o jogo em sua primeira grande entrevista pós-Copa | Foto: Reprodução / t-online.de
Há não muito tempo, o “quase” interminável Mario Gomez anunciou sua aposentadoria da seleção alemã. Logo após o fim da Copa do Mundo na Rússia, o atacante do Stuttgart comunicou que estaria terminando sua carreira internacional. No entanto, ele estaria disponível se Joachim Löw precisasse. Não foi o caso. E parece que, muito provavelmente, não acontecerá novamente.

“A Alemanha definitivamente não tem problemas com atacantes”, argumenta o jogador de 33 anos em entrevista ao Sport Bild. Entretanto, as mídias alemãs vêem isso de maneira diferente, alegando que falta um centro-avante clássico e que utiliza muito bem o físico quando necessário. Por incrível que pareça, faz sentido. Em alguns momentos de aperto – principalmente na última Copa do Mundo – pode ser útil ter alguém que ajude o time em bolas áreas e funcione no tão famoso estilo pragmático alemão.

Ainda assim, Gomez não vê como um grande problema a falta de um centro-avante mais físico. “Serge Gnabry, na minha opinião, joga brutalmente bem. É um trio sensacional com Timo Werner e Leroy Sané.” Mesmo sem um atacante mais físico, o trio de ataque têm muita velocidade e talento suficiente para funcionar. Mas, pra ele, ainda existe outro atacante fundamental na Mannschaft: “Marco Reus, para mim, se saudável, é um dos cinco melhores jogadores do mundo.”

O capitão do Borussia Dortmund desempenha talvez a melhor temporada de sua carreira, e pode atuar como um segundo atacante Foto: Stuart Franklin - FIFA / FIFA via Getty Images
Portanto, Mario Gomez não acredita em um retorno e deixou bem claro que também não quer. “Eu posso entender a situação realista e avaliar o suficiente que a equipe precisa agora de uma mudança.” Embora esteja sendo correto e sensato, há contradição. Quando o jogador confirmou, via redes sociais, que iria parar de ser convocado, deixou bem claro que não iria rejeitar uma próxima convocação de Löw. “Só se o treinador, faltando dois anos para a Eurocopa, ver necessidade, por razões improváveis. Ainda me sinto em forma para poder ajudar. Estarei pronto”, completou.

Parece que muita coisa mudou em menos de 6 meses. Antes tarde do que nunca, pelo menos ele entendeu que não faz mais sentido estar em uma seleção que “está” passando por um processo de reciclagem — por mais que não esteja dando certo. Importantíssimo em alguns momentos, a idade chegou e Gomez não é mais o mesmo dos tempos de Bayern de Munique. E aparentemente ele entendeu isso.

Pela Alemanha, Mario Gomez atuou em 78 jogos e fez 31 gols. Disputou duas Copas do Mundo (2010 e 2018) e três Eurocopas (2008, 2012 e 2016). No Mundial da Rússia foi reservane entrou nas três partidas do time, contra México, Suécia e Coréia do Sul. Porém, não balançou as redes. Em clubes, o veterano se destacou no Stuttgart, até chegar ao Bayern de Munique. Depois, caiu de produção e não teve uma grande passagem pela Fiorentina. Foi emprestado ao Besiktas, da Turquia. Retornou ao futebol alemão para vestir a camisa do Wolfsburg e posteriormente voltou ao Stuttgart.

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